A advocacia que rejeita mudanças

31.05.2017

A maneira como nós encaramos nossas experiências é mais importante que nossa capacidade intelectual. Muitos acreditam que o conhecimento da doutrina e a competência específica do direito definem um excelente advogado. Porém, hoje é extremamente necessário que este excelente advogado, seja também um líder. E para ser um líder eficaz muitas outras habilidades são exigidas do profissional, pois quem lidera equipes, lidera mentalidades - mindsets.

 

A advocacia tem sido marcada por pessoas com "mindset fixo", aquele que segue tradições e rejeita mudanças. Onde o obstáculo é considerado um problema, o desafio um incômodo e todo esforço de transição um gasto de energia infrutífero, uma perda de tempo. Todo diálogo com foco no consenso gera desgaste e o importante se resume em vitória, nome da banca, honorários, endereço do escritório, marca pessoal e quando muito foco "no cliente".

 

A nova advocacia se envolve com o aprendizado pela experiência, abraça o desafio como oportunidade de desenvolvimento, persiste na dificuldade com resiliência, o esforço é considerado um modo de aprimoramento à caminho da alta performance. Chamamos de "mindset de aprendizado", aquele em que a abertura à mudança e a flexibilidade no modo de enxergar o mundo impulsionam a capacidade de tomar decisões sistêmicas e influenciar pessoas. As principais habilidades envolvem escuta ativa, apoio, conexão com a realidade que se transforma e foco "do cliente".

 

"Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2017, o Ibmec, por meio da Locomotiva Pesquisa e Estratégia, buscou saber o que pensam os CEOS e os diretores de Recursos Humanos das grandes empresas do Brasil sobre o mercado profissional atual. Relacionando os desafios, as expectativas e a realidade do recrutamento dos profissionais contemporâneos, a pesquisa "A cabeça de quem contrata" conseguiu mapear lacunas existentes entre o que se busca e o que chega até elas."

 

Embora não seja uma pesquisa realizada dentro da advocacia, acompanha a tendência de todos os mercados e necessidades de perfis de liderança. Dentre as características avaliadas pelos entrevistados como muito importantes para vagas executivas, as mais citadas foram:

 

  • "liderança" (76%),

  • "que seja colaborativo e trabalhe bem em equipe" (76%),

  • "engajamento/se sentir dono do negócio" (75%) 

  • "estabilidade emocional e boa relação interpessoal" (74%)

 

Porém, além de identificar os principais aspectos na hora da seleção, a pesquisa também revelou que 74% dos entrevistados consideram difícil encontrar profissionais que correspondam às expectativas citadas. Para 91% dos executivos, uma escola que ofereça aulas voltadas para a vivência do mercado e prepare o aluno para a obtenção de um perfil colaborativo poderia contribuir diretamente para o destaque de profissionais com o perfil desejado.

 

Liderança na advocacia não é diferente, precisa ser um tema discutido com mais seriedade, desde a faculdade até os mais altos "cargos", pois o mindset do lider define em via de regra o mindset da equipe e assim caminhará a advocacia. Fica então para sua reflexão: O que será da advocacia se não formarmos novos líderes?

 

 

 

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