O Poder Judiciário e as emoções judicializadas

12.11.2019

O atual cenário do judiciário nos remete a diversas reflexões, dentre elas: Por que o número tão exorbitante de demandas dentro dos tribunais? A questão torna-se ainda mais delicada quando percebemos que uma lide é sentenciada, mas em pouco tempo retorna aos gabinetes dos magistrados.


A verdade é que tratam-se em determinados casos, de demandas carregadas de sentimentos não observados por parte daqueles que cuidam da ação judicial. É necessário que enquanto operadores do direito, cada um do seu lugar, saiba ter uma consciência ampliada e um conhecimento de técnicas que possibilitem observar e perceber esses sentimentos diante à questão que nos é apresentada como um conflito.

 

O primeiro passo é refletir e conscientizar que aquele que busca a dissolução do seu litígio é um ser humano que traz consigo um sistema familiar repleto de informações genealógicas, transgeracionais, dentre outras, o qual pode apresentar questões mal resolvidas, exclusão de outros membros da família ou até mesmo o próprio cliente é excluído de seu sistema de origem (e. g.), pode haver segredos não contados, desrespeito a hierarquia familiar, desequilíbrio nas relações e tantos outros emaranhados, seja de esfera na familiar, nos relacionamentos ou profissional.

 

O cenário das lides é repleto de sentimentos dotados por inconsciência e que não nos é apresentado, apenas chega até nós a ponta de um iceberg. Antes de um conflito, de uma petição inicial existe um ser e o seu sistema, é necessário olhar sistemicamente para isso com amor e acolhimento, sem julgamentos para que seja possível identificar o que há por trás de cada história não contada. A partir daí é o procedimento cartesiano que aprendemos nos bancos das universidades, é simplesmente aplicar a lei conforme dita o nosso ordenamento jurídico brasileiro.

 

Atualmente as Constelações Sistêmicas tem sido o aporte para diversos profissionais, escritórios de advocacia, tribunais, defensorias, penitenciárias, ministério público, dentre outros, por ser uma ciência capaz de trazer à luz uma ampliação de consciência diante o conflito, bem como uma postura acolhedora diante o cliente, o que até então não se dava tamanha importância.

 

Tal fato é possível, quando o profissional compreende que do seu lugar, a sua atuação é como o facilitador de diálogos na busca conjunta ao cliente de garantir seus direitos e encontrar possíveis soluções. Por fim, vale refletir, que no contexto apresentado há profissionais que litigam, estes fazem parte também do sistema e não devem ser excluídos, afinal até que se busque uma nova consciência, passamos também pelo processo de litigar.

 

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