O medo da rejeição e do fracasso

23.05.2018

Esse artigo serve tanto para o advogado sistêmico trabalhar com suas emoções, quanto para ampliar seu olhar diante do comportamento de seus clientes e seus conflitos. Observação do jogo interno e do jogo externo em benefício da advocacia sistêmica e humanizada. Como nós funcionamos?

Todos nós temos algum tipo de medo, de altura, de lugares fechados, de insetos, da morte e outros, patológicos ou não. Ele põe em jogo a sobrevivência, daí ser tão essencial a existência. Ser capaz de senti-lo é estar apto a reconhecer o perigo, situar-se no mundo e saber interpretá-lo.

O medo está na origem de outras emoções, ele precede a inveja, o ciúme, a alegria, a tristeza, a surpresa, o tédio!  É um estado de prontidão para ataque ou fuga e na dúvida fazemos os dois. Quem não é capaz de sentir medo é tolo e não corajoso.

A palavra que congela, o frio que desce pela espinha, o coração que dispara, a sensação de perder o chão e o tremor diante do que temíamos. Viver é conviver com o medo e a angústia da finitude não só biológica, mas de tudo o que construímos.

 

O medo nos lança 3 grandes desafios:

  1. A conservação como espécie;

  2. O anseio de nos fazermos alguém diante de outros;

  3. A luta por nos tornar aquilo que ainda não somos, nossas aspirações;

O primeiro é instintivo, o segundo e o terceiro estão diretamente ligados ao pertencimento, ao vínculo. Sendo seres relacionais, nós dependemos desse sentimento para sobrevivermos.

 

Responda a essas perguntas:

  • Sem consciência de nossas reais dores, até onde podemos ir para fazer parte de algo?

  • O que somos capazes de fazer para não nos sentirmos excluídos, rejeitados?

  • O que estaríamos dispostos a arriscar para conseguir o que queremos?

  • Como você lida com a angústia, com o desamparo e o “não saber” que vem depois de uma frustração?

  • Como você lida com a insegurança, a ansiedade, a raiva e o desejo de vingança quando sente-se traído?

  • Como você se comporta quando encontra alguém para compartilhar um inimigo comum? Você faria sozinho o que faz em grupo?

  • Como você reivindica ajuste de contas, "olho por olho, dente por dente"?

  • Deseja o sofrimento do outro?

  • Provoca a mesma dor como “expiação da culpa”?

  • Manipula psicologicamente e emocionalmente por meio da indiferença e exclusão seu objeto de desejo?

  • Você sente prazer em produzir medo e angústias em quem te fez mal?

  • Você seria capaz de passar por cima dos outros e da ética em nome de sua “missão”?

Aprender a lidar com nossas próprias emoções com a consciência de que são sistêmicas. O medo é um recurso poderoso ao autoconhecimento, respondendo sinceramente essas perguntas você pode entrar em contato com suas sombras, acolhê-las e a partir da autoconsciência seguir outros caminhos, de maior harmonia e paz.

A ausência de medo é psicopatológica, nós precisamos desse limite, olhar o desagradável e lidar com ele como um ser humano falível.

 

 

O vínculo, Bert Hellinger

 

“Temos uma consciência junto à mãe e outra junto ao pai, uma na família e outra na profissão, uma na igreja e outra na mesa da grande família. Porém, a consciência sempre se refere ao vínculo e ao amor ao vínculo, ao medo da separação e da perda.” Bert Hellinger – Amor do espírito

 

“A solução ou a cura é temida e evitada porque está associada ao medo de perder o direito de pertencer, e ao sentimento de culpa e traição Bert Hellinger – Amor do espírito

 

“Ao observarmos atentamente, quando é que temos uma boa consciência e quando uma má consciência, podemos perceber que ficamos com má consciência quando pensamos, sentimos e fazemos algo que não está em sintonia com as expectativas e as exigências das pessoas e grupos aos quais queremos pertencer e a que frequentemente também precisamos pertencer.

Isto significa que nossa consciência vela para que fiquemos conectados com essas pessoas e grupos.

 

Percebe, de imediato, se nossos pensamentos, desejos e ações colocam em perigo nossa ligação e nosso pertencimento a eles. E quando a nossa consciência percebe que nos afastamos deles através  de nossos pensamentos, sentimentos e ações, ela reage com o sentimento de medo de perdermos nossa ligação com essas pessoas e grupos. Sentimos esse medo como má consciência.

 

O sentimento de termos assegurado o nosso direito de pertencer, sentimos como benéfico e bom. Não precisamos ficar preocupados de sermos cortados, de repente, por essas pessoas e grupos e nos experimentarmos sós e desprotegidos. Sentimos como boa consciência a sensação precisa de podermos pertencer.” Bert Hellinger – Amor do espírito


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