O papel das constelações no cenário do Direito

28.04.2018

Existem muitas dúvidas sobre o que seria o pensamento sistêmico aplicado ao direito, o papel das constelações nesse cenário e é normal que seja assim, pois é um movimento que está sendo construído com a participação de diversos profissionais.

 

Atuo no campo do direito há 14 anos e um ponto comum de frustração entre os profissionais que realmente trabalham por vocação é o fato da prestação jurisdicional estar a serviço do direto de ação independente do resultado para a parte, ou seja, a finalidade do processo judicial é resolver conflitos sociais de acordo com a lei, que por sua vez tem diversas interpretações e por vezes não atende a um problema específico. Portanto, fica claro que a justiça não se confunde com a prestação jurisdicional.

 

Vemos uma infinidade de processos tramitando por anos a fio e só pela demora na solução já há um prejuízo enorme para a parte, como dizia o mestre Rui Barbosa “a Justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta.”

 

Nós advogados temos uma responsabilidade imensa, quando recebemos o cliente em nosso escritório. Fomos ensinados a ser litigantes, a ouvir o problema e adequar ao código para ajuizar a ação e a enxergar a outra parte como um inimigo a ser derrotado.

 

A visão sistêmica coloca o advogado em outra posição.  A posição de ser um operador de direito, um facilitador das questões jurídicas do seu cliente. A postura é de responsabilidade com o todo e um compromisso para conduzir a questão,  com foco na melhor solução possível para todos os envolvidos.

 

Quando orientamos as questões dessa forma, devolvemos ao cliente a sua AUTONOMIA e RESPONSABILIDADE para resolver suas próprias questões e mesmo que por via de uma ação judicial, a busca é pelo direito em si.

Por tudo isso, o advogado sistêmico busca ferramentas de como lidar com o ser humano, pois não há como fazer esse trabalho sem valorizar e se importar com a pessoa em si e querer fazer a diferença no contexto social, através desse trabalho.

 

É um movimento que sai da robotização, do mercantilismo, e visa contribuir para novos pilares dentro da advocacia que façam mais sentido enquanto coletividade. Com relação a constelação no judiciário, ela é  uma ferramenta e o objetivo é apenas ajudar a parte a enxergar sua questão de outro ângulo. Ajuda a se CONSCIENTIZAR do problema como um todo e a partir de outro lugar para buscar uma possível solução.

 

Tenho a sensação que na faculdade nos ensinam a advogar como parte.

E isso é contraproducente, tanto para o advogado quanto para a parte.

Cada um tem o seu lugar

O advogado sistêmico é observador/facilitador/atuante jurídico.

A parte merece ser instruída da melhor forma possível para enxergar de fato a questão como um todo e exercer assim sua AUTONOMIA e sua AUTORESPONSABILIDADE para lidar com os resultados que irão influenciar sua vida.

 

Esses são os pilares que estão sendo construídos pensando numa maior efetividade na resolução de conflitos e na diminuição da litigância.

 

Marisa Avila

Avila & Bastos Advocacia Sistêmica

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