A chave para uma boa vida

08.01.2018

Reflexões sobre o seminário de Constelação Familiar com Joan Garriga. 1 Conhecido internacionalmente, o psicoterapeuta espanhol e escritor Joan Garriga, autor do belíssimo “Onde estão as moedas?” nos presenteia com mais uma obra de fundo conhecimento: “A chave para uma boa vida”. O livro tem como ponto de partida um conto, onde um pai e uma mãe resolvem entregar ao filho a sabedoria possível para que o mesmo possa conduzir a própria vida, justamente no dia de seu aniversário de dezoito anos. Após, desenvolve-se em ponderações sobre as decisões que tomamos ao longo da vida, com suas causas e consequências, culminando em uma reflexão sobre quem verdadeiramente somos.

 A sensação obtida, e falo de minha experiência em particular, é a mesma de um diálogo interno e suave que me acompanhou durante todo o período de leitura do livro. A leveza e simplicidade que Joan Garriga traz no livro é a mesma com a qual conduziu o seminário, assim como facilitou dinâmicas de constelação familiar, me fazendo ter mais certeza ainda sobre o que Hellinger pontua em todo seu trabalho: o essencial é simples!

 

Assim como ser quem realmente somos também pode ser simples. Dentre as abordagens, o escritor ressaltou em especial o domínio que o nosso Ego, com todas as suas roupagens, pode exercer sobre nós. Sim, pois o Ego transveste-se de diversos personagens, exemplificados pelo mesmo como: a criança abandonada, o vitimista, o crítico, o ressentido, entre outros em um grande armário de vários “eus”.

 

Sempre que sentimos medo, buscamos neste armário, chamado
personalidade, qual a roupa/eu (que na grande verdade é apenas uma
fantasia) será vestida para esconder uma dor, para nos defender de um
possível sofrimento ou pela procura do amor que cremos não ter.


“Desconfiamos do espontâneo e natural que há em nós e pensamos que só se obtêm amor e reconhecimento com o ter e o desempenhar de um papel, mais que com o fluir.” Em igual importância, preceituou sobre o estar presente e integrar tudo tal como é. Ainda que doa, que seja difícil e, não aconteça na forma que gostaríamos, tudo tem que ser incluído do jeito que foi. Nas palavras de Joan Garriga durante o seminário: “toda dor e sofrimento espera nossa presença amorosa”.


Com humildade, nos propõe a exercer as três virtudes que vem como recurso para nos acompanhar durante toda a vida: a verdade de sempre sermos o que realmente somos com sua luz e sombra, apesar das aparências que insistimos em manter, a coragem de dar o que temos na medida que se apresenta, sem medo de expor o que se sente, e a consciência de estar disposto a ouvir aquilo que transcende o racional, que vem do mais verdadeiro e essencial, através das sensações, emoções, espiritualidade, e todos os outros meios de conexão com o maior.


Fazendo reflexo destas percepções para a atuação do profissional de direito, observa-se como tal fato pode fazer toda a diferença na realização de um trabalho jurídico. Desde a faculdade somos preparados para o litígio, e a todo custo busca-se a vitória sobre o processo ajuizado, ou qualquer que seja o objetivo.


Não se discute aqui, sobre a magnânima importância na postulação de direitos ou busca pela efetivação dos mesmos, mas sim, como não se identificar e definir-se pelas glórias profissionais, ao passo que eventual fracasso, também será a queda do “eu”- imagem construída/ personagem.

 

Se estamos a serviço, ser o que somos em essência e agir de acordo com nossa verdade, pode ser a maior vantagem dentre inúmeras formações e especializações. Garriga aconselha-nos a atuar como veículo dos dons, servindo um propósito maior do que a nós mesmos, pois quando identificados como os talentos, confundimos o “ter”, deixamos de “ser”.

 

Assim como no livro, ressaltou a importância do “saber ganhar sem se perder e saber perder ganhando a si mesmo” com o olhar de gratidão a tudo que é, e tomando como aprendizado, tudo que foi e aquilo que não nos cabe modificar.

1 Seminário de Constelação Familiar realizado nos dias 04 e 05 de novembro de 2017, através do Instituto Luz do Ser, no Recanto Champagnat em Florianópolis/SC.

2 GARRIGA. Joan. A chave para uma boa vida. Saber ganhar sem se perder e saber perder
ganhando a si mesmo. São Paulo. Planeta do Brasil. 2017.

Kátia Klipel - Parceira de Produção de Conteúdo 

 

Servidora do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, há cinco anos atuando na Vara de Família, Infância, Juventude e Anexos de Francisco Beltrão-PR, Colaboradora Voluntária do CEJUSC, Facilitadora em projeto de constelações familiares aplicadas aos envolvidos em processos de violência doméstica da Vara Criminal, Especialista em Direito Processual Civil, Facilitadora em Justiça Restaurativa; Consteladora Sistêmica Familiar, Practitioner em Programação Neurolinguistica Sistêmica, autora da página Reconciliando com a Vida. Francisco Beltrão/PR​ | https://www.facebook.com/reconciliandocomavida/

Telefone: (46) 99111-7203

 

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