Estágios na Síndrome da Alienação Parental

A Alienação Parental é grave e cada vez mais comum, com inúmeras sequelas aos envolvidos. Sob a visão doutrinária, processual e também sob a ótica do Direito Sistêmico e das Constelações Familiares está prática tão danosa pode ser identificada e combatida em seus diferentes estágios, quanto a progressão e a gravidade:

 

O primeiro estágio é o “tipo ligeiro ou leve”. Aqui a visitação é amistosa, com alguma dificuldade quando se dá a troca dos genitores. A criança demonstra afeto com o cônjuge alienado, mas a campanha de manipulação já existe. Isso não ocorre com muita frequência e não chega a atingir a família do alienado. Um dos comportamentos manifestados pela criança neste estágio é o de mentir para agradar os pais, ou seja, quando a criança está com a mãe ela passa a concordar com ela para agradar, da mesma forma ocorre na companhia do pai. 

 

O segundo estágio, um pouco mais grave, é chamado “moderado ou estágio II médio”. Nessa altura já é possível identificar a alienação com mais clareza. Geralmente existe conflito na troca de genitores após os finais de semana. A criança já percebe qual dos pais desenvolve o papel de bom ou mau. Apesar de defender o alienante, a criança ainda consegue em algumas situações defender o genitor alienado. As visitas passam a sofrer interferências, provocadas por doença, festas, atividades da escola entre outras, que coincidem justamente com os dias de visita. Nesse estágio o vínculo afetivo passa a ser afetado, e isso não atinge somente o alienado, mas também a sua família.

 

No terceiro estágio, “tipo grave ou III grave”, a criança sofre perceptível lavagem cerebral cometida pelo alienador. Aqui a criança já está muito perturbada. As visitas, quando ocorrem, são repletas de ódio. O menor alienado tende a difamar ou agredir o genitor alienado, ou ao contrário, ficam mudas. Não existe diálogo e até tenta fugir. Neste estágio a alienação atinge seu ponto mais alto. O vínculo entre pai e filho é cortado. O genitor alienante demostra uma visão obsessiva, tudo gira em torno

 

da proteção dos filhos. Aqui uma série de encenações do alienante, onde o genitor não guardião é mostrado como uma ameaça à criança e ao alienante. Da mesma forma ocorre em relação aos filhos, que passam a ter uma conduta paranoica, geralmente em relação ao pai. É nesse estágio que a Síndrome de Alienação Parental atinge seu grau máximo. Chega ao ponto em que o menor alienado não necessita mais das informações inverídicas em relação ao pai, pois a repulsa e o ódio já fazem parte da sua vida. (...)

 

Ana Carolina Carpes Madaleno é advogada graduada pela PUCRS, com formação em Psicologia Transpessoal e Constelações Familiares, também é coautora do livro Síndrome da Alienação Parental, importância da detecção, aspectos legais e processuais, Ed. Forense, e do livro Responsabilidade Civil no Direito de Família, da Editora Atlas. É sócia do Escritório Madaleno, que com sede em Porto Alegre, atua exclusivamente no ramo de Família e Sucessões há três gerações de advogados, somando assim, mais de setenta anos de experiência e respaldo nacional. Ao unir a inovação das Constelações Familiares com a tradição, experiência e conhecimento especializados na área de Família e Sucessões, o que possibilita uma estreita ligação com a efetiva mediação e mesmo resolução dos conflitos, busca levar um novo olhar à desgastada letra fria da lei, tratando cada caso com especial atenção. Atua com a visão sistêmica aplicada ao Direito de Família e Sucessões e com Constelações Sistêmicas Familiares individuais ou em grupo. Site: www.carpesmadaleno.com.br

 

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