Constelações Sistêmicas aplicadas na resolução de conflitos familiares

Constelação Sistêmica, ou também chamada de Constelação Familiar quando aplicada especificamente aos sistemas familiares, é método psicoterapêutico realizado por meio de representações e aplicado segundo a metodologia da abordagem Sistêmico-fenomenológica[1].

 

Para Hélio Apoliano Cardoso[2], Constelação Familiar é dinâmica terapêutica que tem por escopo vislumbrar todo o corpo social de uma família quando o que se pretende é a solução de conflitos, sejam eles do âmbito familiar ou não.

Márcia Sarubbi é co-autora do primeiro livro sobre Direito Sistêmico e parceira da Advocacia Sistêmica. Para adquirir o livro clique aqui,

Referida técnica é capaz de acessar o Campo Morfogenético[3] da família, que é onde estão todas as suas informações emocionais e psicológicas, e por isso é capaz de identificar desordens, conflitos e pontos de tensão emocional e psicológica no sistema familiar que condicionam o comportamento dos sujeitos que o compõe sem que, na maioria das vezes, se deem conta[4].

 

Bert Hellinger[5], desenvolvedor da técnica psicoterapêutica, explica que a Constelação Familiar toma como pressuposto metodológico que, nos sistemas familiares, questões vivenciadas por gerações anteriores, como, por exemplo, mortes precoces, suicídios, tragédias, depressões e conflitos entre ascendentes e descendentes, podem inconscientemente afetar a vida de seus familiares com novos suicídios, relações de conflito, transtornos físicos e psíquicos, dificuldade de estabelecer relações duradouras com parceiros e conflitos intermináveis entre familiares.

 

O Autor chama isso de herança afetiva, que é a transmissão transgeracional de conflitos emocionais ou psíquicos e que acaba criando um verdadeiro emaranhado. Um ancestral deixa situações por resolver dentro do sistema e seus descendentes, conscientemente ou não, carregarão consigo os sentimentos e pensamentos oriundos desse conflito, que, devido à herança afetiva, muitas vezes acabam reproduzindo-o em suas vidas e perpetuando a transmissão às gerações futuras[6].

 

Sendo assim, verifica-se que, através da técnica de Constelação Familiar, é possível analisar se no sistema familiar de determinado indivíduo existem emaranhados nos quais ele possa estar envencilhado, para, então, orientá-lo na análise e entendimento desses emaranhados e, assim, entender a causa e as possíveis soluções para problemas específicos. Tais problemas, ou conflitos, podem ser os mais variados possíveis, desde transtornos emocionais e psíquicos até questões profissionais.

 

Na prática, as vivências de Constelação Familiar podem ser feitas de forma individual ou em grupo. Em ambas, para que tanto o constelador como a pessoa que busca a técnica possam visualizar o emaranhado, são feitas representações. Na modalidade grupal, tais representações são realizadas com o auxílio dos participantes do grupo, enquanto na Constelação individual são feitas através de figuras, bonecos ou desenhos[7].

 

As representações consistem numa espécie de simulação do sistema. Nelas, constelador e constelado posicionam as pessoas, ou as figuras e bonecos, para representar os componentes do sistema familiar.

 

A fim de orientar a representação do sistema, o constelador pede para que o indivíduo posicione as pessoas ou figuras e bonecos de acordo com determinado conflito ou situação que lhe ocorreu e que será objeto de Constelação[8].

 

(...) CONTINUA

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Márcia Sarubbi Lippmann é mestre em Direito, mediadora, consteladora sistêmica e professora de cursos de graduação e pós-graduação da UNIVALI, na linha de Métodos Alternativos de Solução de Conflitos. Co-autora do livro "Direito Sistêmico: aplicação das leis sistêmicas de Bert Hellinger ao direito de família e ao direito penal; e parceira da Advocacia Sistêmica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências do artigo

[1] ROSA, Amilton Plácido da. Direito Sistêmico: A Justiça Curativa, de Soluções Profundas e Duradouras.

[2] CARDOSO, Hélio Apoliano. Direito de Família à Luz da Constelação Familiar e do Direito Sistêmico.

[3] Estruturas de probabilidade, nas quais as influências dos tipos passados mais comuns se combinam para aumentar a probabilidade de repetição destes tipos. SHELDRAKE, Rubert. A Ressonância Mórfica e a Presença do Passado. Lisboa (Portugal): Instituto Piaget, 1995.

[4] BRAGA, Ana Lucia de Abreu. Psicopedagogia e Constelação Familiar Sistêmica: Um Estudo de Caso. Revista Psicopedagogia. São Paulo, v. 26, nº 80, p. 274-285, 2009.   Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862009000200012&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 16/04/2017.

[5] HELLINGER, Bert. Ordens do Amor: Um Guia Para o Trabalho com Constelações Familiares.

[6]HELLINGER, Bert. Ordens do Amor: Um Guia Para o Trabalho com Constelações Familiares.

[7]BRAGA, Ana Lucia de Abreu. Psicopedagogia e Constelação Familiar Sistêmica: Um Estudo de Caso

 

 

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