Perdão e confronto


O advogado sistêmico não exclui o conflito, não foge dele, não tem medo dele. A pacificação não é fruto da apologia a paz e horror ao conflito. É acolhimento ao que é e respeito ao destino, maturidade, nível de consciência e dor que está presente nos sistemas, principalmente de seu cliente. Uma postura amorosa também é uma postura que exige reparação. O papel do advogado é representar seu cliente nesse processo, conduzindo-o dos sentimentos secundários a outro nível muito mais introspectivo e forte, os sentimentos primários. Depois o advogado atua como consultor jurídico-sistêmico dando possibilidades.

“O ato de perdoar também funciona como substituto para um confronto necessário. Com isso, apenas se encobre e adia o conflito, em vez de resolvê-lo. Os efeitos do perdão são especialmente nocivos quando a vítima absolve o agressor de sua culpa, como se tivesse o direito de fazê-lo. Para que aconteça uma verdadeira reconciliação, a vítima tem não somente o direito, mas também o dever de exigir reparação e compensação e o culpado tem não apenas o dever de assumir as consequências de seus atos, mas também o direito de fazê-lo.”

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